Associação Olho Vivo congratula-se  pela classificação do Sítio Arqueológico de Colaride

Situado entre Agualva-Cacém e Massamá, Colaride é o mais recente espaço cultural e natural classificado como sítio arqueológico de interesse público, por despacho do Secretário de Estado da Cultura - Portaria nº 187/2013.

O local conta com uma concentração invulgar de vestígios de excepcional interesse histórico e arqueológico (incluindo artefactos da Idade do Bronze, uma necrópole inserida na mais extensa formação cársica do Distrito de Lisboa, vestígios de uma Villa Romana, entre muitos outros), na área classificada como Espaço Cultural e Natural.

Breve histórico do processo
A classificação de Colaride foi proposta pela Associação Olho Vivo ao então IPPAR, em Janeiro de 1995.

Acontece porém que o local se encontra no apetecível eixo urbano Lisboa-Sintra, numa das escassas bolsas de solos agrícolas especialmente férteis e ainda não ocupados pela urbanização.

Em 1998, no âmbito do debate público do primeiro Plano Director Municipal de Sintra, a população local mobilizou-se para a proteção deste que era o principal “Pulmão Verde” da Cidade e dezenas de milhares de cidadãos subscreveram uma petição para a sua efectiva preservação.

No decurso de um processo exemplar de participação cidadã, que contou com o suporte entusiasmado de dezenas de milhares de jovens de praticamente todas as escolas do Cacém, Agualva, Massamá, Belas e Queluz, a Câmara acabou por considerar existir interesse público suficiente para enfrentar os lobbies da construção e garantir a defesa desta área de lazer e proteção ambiental fundamental para a população, como espaço cultural e natural.

Na entrada do 3º milénio foi dado mais um passo decisivo, com o lançamento do concurso público internacional para a elaboração do projecto do futuro “Parque Ambiental de Colaride”.

A Classificação e o futuro Parque Ambiental

Dezoito anos depois da entrada do pedido de classificação como Sítio Arqueológico, é com enorme satisfação e comoção que a Associação vê finalmente reconhecido o interesse superior nacional da preservação deste património!

 

 

A publicação em Diário da República da classificação desta área de interesse arqueológico e o respectivo quadro legal de proteção constitui um instrumento de salvaguarda mais exigente e de carácter definitivo, do que o que já estava consagrado, sendo considerada zona non aedificandi, apenas sendo admitidas acções de investigação e valorização patrimonial.

É agora sobre as autarquias – Câmara e juntas de freguesia - que recai a principal responsabilidade de promover e defender este património, desde logo através do cumprimento da limpeza obrigatória do espaço, mas também de dotar o mesmo de elementos fundamentais que o transformem num efectivo parque ambiental para usufruto da população, conforme o aprovado no concurso público internacional.

A Associação OLHO VIVO quer ainda felicitar toda a população das freguesias de Agualva, Cacém, Belas, Massamá, os especialistas e figuras públicas e todos os que connosco colaboraram, pela capacidade de mobilização e apoio na defesa deste património. Custou mas valeu a pena!!

Extracto da publicação em Diário da República.

Informações sobre o histórico do processo e pareceres técnicos em http://www.olho-vivo.org/Colaride/index.html

 

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